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Márcio Cabreira no FDAcast!

Essa semana participei da gravação do FDAcast, o podcast do figurasdeacao.com.br! Pra quem não sabe esse é o podcast oficial do maior fórum sobre figuras de ação do Brasil! Curtam lá o nosso bate-papo sobre o maior super-herói de todos os tempos: o espetacular Homem-Aranha, que completa 50 anos em 2012! Agradecimentos ao Alexandre Lopes que me convidou para essa edição do programa! Clique na imagem para ouvir:

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Workshop com Eddy Barrows

Ontem rolou um workshop excelente com o artista Eddy Barrows, atual responsável pela arte da revista do Superman.

Além de dicas valiosisímas, ele ainda avaliou portfólios, distribui autógrafos e fez das 2 horas de evento muito produtivas!  Desde dicas de como lidar com a pressão, com os editores e a relação do seu trabalho com a família, Barrows deu um show! Agradeço ao Daniel HDR e ao pessoal do Dinamo pela oportunidade de participar de um evento como este, afinal, dois artistas deste quilate juntos é muito raro de se encontrar!

Daniel HDR, Márcio Cabreira e Eddy Barrows

Tive meu potfólio avaliado por Barrows, que elogiou meu trabalho e fez críticas pontuais que me deixaram muito feliz e empolgado para seguir lutando para entrar nesse mercado! Eu, claro, peguei meu exemplar autografado!

Essa vai pra moldura!

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Lançamento na Livraria Cultura

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Review – Retro City

 

 

Ambientado no final da década de 30, Retro City é uma justa homenagem a era de ouro dos quadrinhos. Com a mesma honestidade e “inocência” dos quadrinhos da época, Maurício Dias apresenta um trabalho planejado e bem dirigido, lembrando um tempo em que as mega-sagas ainda não existiam e os super-heróis salvavam o mundo um dia de cada vez.
De forma bem concisa e divertida, os cinco personagens que formam o “Panteão Valoroso” são apresentados ao leitor de forma individual, sem atropelos e deixando em segundo plano suas origens para nos apresentar de forma direta quem são e o que fazem os heróis que formam a super equipe.
Com um grupo seleto de artistas, cada um dentro de seu estilo, conhecemos Tritão, Tao, Liberdade, Homem Atlante e Futura em histórias divertidas e diretas que levam ao evento principal na última das seis histórias do encadernado. Fiquei surpreso com a qualidade do trabalho, principalmente as artes de Fernando Merlo e Newton Barbosa, que conhecia apenas de nome, além do tarimbado Daniel HDR e dos outros integrantes do Dinamo estúdio que compõe as demais histórias. O roteiro se destaca por ser enxuto e de fácil leitura, mesmo com uma grande quantidade de citações implícitas, méritos de Maurício Dias.
Outro ponto positivo do trabalho é a forma como o autor contextualiza seu mundo através do guia de Retro City bairro a bairro, as notícias do Emissário, que mistura fatos da época com as aparições dos heróis e a narrativa que nos remetem aos clássicos da era de ouro e nos levam mais próximos dos personagens.
O destaque negativo fica por conta da falta de sketches e estudos dos personagens, que a meu ver enriquecem a obra e nos ajudam a perceber melhor a construção dos heróis e como é processo de trabalho dos artistas.
Mais que uma homenagem, Retro City é um trabalho digno e animador, que mostra que é possível fazer bons quadrinhos no Brasil sem ser nacionalista ou apelando para os clássicos da literatura do século dezoito. Vale a pena o investimento pela qualidade gráfica da revista, seu acabamento e pelo alívio de ler um álbum fechado onde a história tem início, meio e fim bem definidos, de forma direta e fluída. Resta esperar que o projeto dê certo comercialmente e tenhamos em breve novas aventuras do “Panteão Valoroso”!

Retro City – Almanaque 1939

HQM Editora

88 páginas

R$29,90

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Fazendo uma página de Quadrinhos

Hoje resolvi dar umas dicas e também mostrar como é meu processo de produção.  Entendam que eu não sou professor desta área, e portanto não tenho a pretenção de ensinar nada, esse post é mais para compartilhar do que qualquer outra coisa.  Se quiserem aprender com os profissionais, procurem o pessoal do Dinamo Estúdio, eles têm uma equipe qualificada e muito acessível, dirigida pelo artista Daniel HDR.

Bem, tudo começa com o roteiro e vai variar de roteirista pra roteirista como as cenas vão vir descritas. Alguns autores são bem detalhistas enquanto que outros dão apenas uma idéia geral deixando a criação visual nas mãos do artista. No meu caso, tinha a seguinte descrição que recebi do Thiago Creczynski:

Pág. 4 – Cena de ação

Quadro 1 : Batalha entre a Wermacht e o exército aliado.

Q2: Um caminhão alemão para próximo a batalha com alguns soldados na carroceria. Um oficial alemão se aproxima de um soldado encapuzado e diz:

– Vá Überman, mostre a eles o poder ariano!

Como se pode ver, eu desmembrei a cena em um nº maior de quadros, para dar uma tensão maior a cena, o que não alterou o sentido da mesma. É importante manter um diálogo com o seu roterista pra não acabar mudando a cena demais, o que pode prejudicar o que havia sido planejado pra história.

Planejando a página

Eu costumo fazer sempre uma miniatura dá página antes de começar a desenha-la no formato A3, pois assim tenho uma visualização melhor do todo da ilustração, como os quadros se intregam e se completam. Também ajuda na hora de organizar a página quando desenhada num formato maior.

Faço quadrinhos bem pequenos, ou “thumbnails” como chama o Daniel HDR, que foi quem me passou essa dica. Algumas pessoas usam uma folha A4 inteira, ou metade de uma. Fica a critério de cada um. Geralmente faço um rascunho bem sujo, já que minha idéia é só posicionar as cenas mesmo.

Feito isso, passo para o formato profissional, ou seja, no tamanho A3. Ali meço o espaço para alocar os quadros e começo o desenho. Como sou meu próprio arte-finalista, não me procupo muito com alguns detalhes, que depois retoco na hora de passar a tina. Se no seu caso a arte a lápis é passada pra outra pessoa, não faça isso! Além de dificultar muito o trabalho do arte-finalista, você ainda corre o risco de o resultado ficar diferente do que esperava, e aí não dá pra por a culpa no coitado que fez a arte-final.

Arte Final

Depois que estou com o lápis pronto, passo para a parte da tinta. Para as linhas finas uso caneta 0.1 ou 0.5 e para as linhas grossas caneta 0.8 ou bico de pena, que permite uma gama mais variada de espessuras. As grande áreas negras faço com pincel, que é o mais rápido e mais adequado. Não estraga suas canetas e tem um resultado  muito melhor.

As curvas eu faço com a curva francesa, se você não conhece esse material procure conhecer, pois é muito útil. Trata-se de uma régua com diversas curvas que podem se encaixar no que você desenhar. É meio chata de utilizar, mas vale a pena insisitir. Eu ainda luto pra dominar a técnica.

A pintura e a diagranação faço no Photoshop, depois de scanear a página para o computador e assim a página está pronta. Dá trabalho, mas vale a pena, hoje em dia é muito mais fácil, todos tem um acesso razoável a essa tecnologia, o que não quer dizer que se deve abandonar as técnicas tradicionais de pintura, que na minha opinião exigem mais prática e intimidade com o material, algo que não tenho ainda.

Espero que tenham gostado, sempre que possível vou compartilhar por aqui coisas interssantes e úteis! Abraço

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Bastardos Inglórios

bastardosinglorios

O novo filme de Quentin Tarantino, Bastardos Inglórios, chegou aos cinemas brasileiros no final desta semana, e como a temática me é muito interessante, além de  se passar no mesmo período histórico de VRILL, resolvi escrever um pouco a respeito da película.

Pra começar, gostaria de dizer que esse é, no meu entendimento, o melhor filme do Tarantino. O filme fica a frente de outros como o excelente Kill Bill pelo fato das referências serem mais acessíveis, assim como o roteiro. Estão lá o humor negro de sempre, o sarcasmo, o cinismo, a violência usual e é claro, grandes referências aos bang-bangs italianos, mas de forma mais diluída.

O elenco foi muito bem escolhido e protagoniza cenas engraçadíssimas! Brad Pitt está num dos melhores trabalhos de sua carreira, mas quem rouba cena é Christoph Waltz como o coronel Hans Landa, um exímio investigador sádico e canastrão. O estereótipo do nazista polido e sem escrúpulos faz dele o personagem mais marcante do filme.

Christoph Waltz é o coronel Hans Landa

Christoph Waltz é o coronel Hans Landa

A trama, totalmente fictícia, gira em torno de um grupo de soldados americanos formado só por judeus e que tem um único objetivo: caçar nazistas! Sem fazer prisioneiros e com requintes de crueldade o grupo apelidado de bastardos vira lenda e motivo de pesadelo entre as tropas alemãs.

Vale a pena conferir o longa, que além de divertidíssimo, ainda realiza algumas fantasias de todos que gostariam de se vingar do holocausto da guerra. Só um lembrete: o filme é totalmente fictício, inclusive seu desfecho da guerra, por isso, façam como Tarantino e não levem nada a sério demais! Abaixo, o trailer oficial legendado:

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